Notas de Agradecimento pelo Premio APOM (Categoria Palestras) 2021

Exmo. Sr. Diretos do Museu de Marinha Comodoro Favinha

Exmo. Sr. Presidente da APOM Dr. João Neto

Srs. Oficiais das Forças Armadas

Esmos Srs. membros dos Corpos Sociais da Associação Portuguesa de Museologia

Exmo Colegas e amigos dos museus

Estou naturalmente reconhecido com a distinção que agora me é conferida que muito me honra. Gostaria contudo de realçar aquilo que o premio procura distinguir, mais do que eu fiz e tenho vindo a fazer. O prémio procura mostrar a relevância do nosso espaço cultural no mudo e das pontes e encontros da nossa cultura em língua portuguesa e da vitalidade das suas comunidades.

Se consegui contribuir para isso, como este prémio distingue, fico muito satisfeito. Mas todos sabemos que esse objetivo nunca está completamente concluído e haverá muito para fazer com o contributo de todos nós, comunidade museológica.

É pena que ao contrário do que esteve anunciado, não tenhamos tido a presença do S. Presidente de Republica nesta cerimónia. Todos entendemos que talvez fosse essa a sua vontade, mas os imperativos da sua missão presidencial obrigam a outras devoções, nesta altura mais prioritárias. Mas sei que o Nosso Professor Marcelo é um cultor dos nossos museus.

Sei-o não só pela observação das suas ações, mas por ter, na infância partilhado algumas das suas escolas. Sei que por mão da sua (nossa) mestra da escola primária, Berta Ávila de Melo, visitou o Museu das Janelas Verdes, onde então despontavam os primeiros serviços educativos[1]. Pela mão de João Couto e Madalena Cabral, com apoio da então recém-criada APOM, discutia-se a função educativa nos museus. Recordo-me bem do fascínio de entrar naquele espaço do museu e explorarmos os seus “tesouros”.

Sei também que este nosso Presidente, quando aluno do Liceu Pedro Nunes, admirou o Museu de Física animado com carinho por Rómulo de Carvalho. Gerações de alunos sonharam com “A pedra filosofal” do nosso poeta António Gedeão, que mostrava como os balões que as crianças largavam subiam até de transformarem em estrelas.

Tudo isto para vos chamar a atenção, mais uma vez para a relevância dos museus como espaços de encontro e de vida. Depois desta pandemia, mais do que nunca, necessitamos de tornar os nossos museus como espaços de vida.

Como dizia Rabelais, a humanidade tem que repensar a sua relação com a felicidade. Não podemos continuar presos ao passado e angustiados em relação ao futuro. Temos que viver o tempo presente e aproveitar os nossos recursos para trazer o riso e a alegria para dentro dos museus.

Como o podemos fazer?

Com as nossas ferramentas educativas. Com a nossa capacidade de dar vida aos museus e torna los espaços de encontro

É isso que podemos fazer neste nosso espaço de cultura de diversidade.

Esta é a mensagem que vos deixo e agradeço, uma vez mais, a vossa atenção.

Pedro Pereira Leite (Museu Educação e Diversidade), Museu de Marinha, 29 de outubro 2021


[1] chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.html?pdfurl=https%3A%2F%2Ficom-portugal.org%2Fmultimedia%2FCECA_Catarina%2520Moura_2011_O%2520Pulsar%2520de%2520Meio%2520S%25C3%2583%25C2%25A9culo.pdf&clen=692716&chunk=true

Publicado por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural Museu Afro Digital - Portugal. Museu da Autonomia.

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