O Jogo e os Museus

Vai para alguns anos, quando tinha tempo e disponibilidade para observar o que os museus em Lisboa estavam a produzir de relevante, visitei uma exposição organizada pelo Museu do Desporto, comissariada pelo seu Diretor Pedro Cardoso Pereira, onde nos propunha uma exposição a partir da abordagem do “JOGO no Desporto”

Tratava-se então duma narrativa experimental, sobre um tema que como todos sabemos é duma grande relevância social. O Jogo está presente no quotidiano de todas as idades, dos mais novos aos mais idosos, das escolas ao lazer, exaltado como virtude ou punido como vicio.

Como todos sabemos, nos nossos museus decadentes, que são instituições sérias, o lúdico está ausente, e portanto os museus não são lugares para se jogar.

Mas, imaginemos pensar o Museu como um espaço de jogo. Como uma tela onde, durante um tempo definido, e num determinado espaço se cria uma história: Um lugar onde se pratica uma atividade especial

O jogo é uma representação vida social limitada no espaço e no tempo. Processa-se de acordo com regras previamente definidas. Tem normas reais e imaginárias. Não vale fazer batota, nem é permitido mudar as regras a meio.

O Jogo é uma representação da Liberdade!

Fará sentido uma reflexão sobre o lugar do Jogo nos Museus?

Fiquei como o assunto debaixo de olho e tenho vindo a trabalhar sobre a questão. Mas como em tudo, nada melhor que praticar:

Sabado, dia 13 de novembro : Tarde de Jogos em Família –

15:00 – 18:00 Anagrama – Av. Berlim 35 C  Lisboa

Museu Educação e Diversidade

“A limitação no espaço é ainda mais flagrante do que a limitação no tempo. Todo jogo se processa e existe no interior de um campo previamente delimitado, de maneira material ou imaginária, deliberada ou espontânea. Tal como não há diferença formal entre o jogo e o culto, do mesmo modo o ‘lugar sagrado’ não pode ser formalmente distinguido do terreno do jogo. A arena, a mesa de jogo, o círculo mágico, o templo, o palco, a tela, o campo de tênis, o tribunal etc., têm todos a forma e a função de terrenos de jogo, isto é, lugares proibidos, isolados, fechados, sagrados, em cujo interior se respeitam determinadas regras. Todos eles são mundos temporários dentro do mundo habitual, dedicados à prática de uma atividade especial (Jhoan Huizing, Homo Ludens, 2014, p. 13).

Publicado por Pedro Pereira Leite

Dinamizador do Museu Educação Global e Diversidade Cultural Museu Afro Digital - Portugal. Museu da Autonomia.

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